É certo orar por fotos e outros objetos?


Artigo escrito por Pr. Martim Alves da Silva

À luz das Sagradas Escrituras a oração é um instrumento pelo qual podemos falar com Deus e expressar toda nossa adoração, gratidão, louvor e nossos anseios. Os crentes do Antigo Testamento utilizaram este meio e foram grandemente abençoados por Deus, recebendo respostas daquilo que pediam ao Senhor. Nós, desta atual dispensação, somos estimulados a orar, aliás, foi o próprio Senhor Jesus que nos legou um grande exemplo de oração e nos deu a oração modelo, ensinando-nos o Pai Nosso.



A doutrina da oração é de importância capital na Bíblia Sagrada. O próprio Deus está interessado que nós o busquemos de todo nosso coração, quando diz: “Buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes de todo o vosso coração” (Jr 29.13) e mais; “Clama a mim, e responder-te-ei, e anunciar-te-ei coisas grandes e firmes que não sabes” (Jr 33.3). O apóstolo Paulo faz a mesma recomendação quando diz: “Orai sem cessar” (I Ts 5.17) e aos efésios diz: “Orando em todo o tempo com toda a oração e súplica no Espírito, e vigiando nisto com toda a perseverança e súplica por todos os santos” (Ef 6.18), bem poderíamos citar tantos outros textos da Bíblia que nos estimulam à oração.




Mas, a questão em pauta é, devemos orar por fotos e outros objetos? Não há apoio na bíblia para se fazer oração por fotos, objetos ou qualquer outra coisa, como se esses elementos recebessem poderes sobrenaturais capazes de fazer prodígios. Infelizmente, muitas igrejas neopentecostais, têm utilizado objetos como pontos de contato para estimular a fé dos crentes para receberem o milagre desejado. O único elemento que os discípulos utilizaram e Tiago recomendou para encorajar a fé dos enfermos, é unção com azeite ou óleo, o qual devia ser empregado juntamente com a oração da fé, senão vejamos o texto bíblico: “Está alguém entre vós doente? Chame os presbíteros da igreja, e orem sobre ele, ungindo-o com azeite em nome do Senhor; e a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoado” (Tg 5.14 e 15). Veja, que Tiago enfatiza como mais importante a oração da fé, e, essa fé é no Senhor Jesus Cristo.

Não é bíblica a utilização de objetos e rituais para se alcançar o favor divino. Mas, o que temos visto hoje em muitas igrejas, que se dizem evangélicas, são puros misticismos copiados de algumas religiões orientais e introduzidos na multidão de pessoas simples, fazendo-a acreditar que o milagre esperado está na utilização de tais elementos, como por exemplo: banho de óleo, rosas, lama para cura, mel que cura, cruz que livra, pano ungido, chave que abre portas, saquinho de sal para libertação, martelo da quebra de maldição, peças de roupa, fotografias, enfim, são misticismos em larga escala e, como se não bastasse, muitas dessas práticas vem de centros de macumba e são introduzidas em muitas igrejas como se fossem ordenanças divinas ou doutrina bíblica. Isso contraria os ensinamentos do Senhor Jesus quando disse: “E estes sinais seguirão aos que crerem: Em meu nome expulsarão os demônios; falarão novas línguas; Pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e porão as mãos sobre os enfermos, e os curarão” (Mc 16.17, 18). O evangelho de Jesus Cristo é suficiente para libertar o homem dos seus vis pecados e transformá-lo numa nova criatura. Não há necessidade de nenhum crente em Jesus Cristo recorrer a essas práticas místicas e pagãs para receber a graça divina.



Unicamente pela fé em Cristo podemos desfrutar das abundantes bênçãos de Deus em nossa vida. Jesus Cristo disse: “Em meu Nome”. Se em nome de Jesus os demônios não forem expulsos, as enfermidades não forem debeladas, as maldições não forem desfeitas – pergunto: objeto “ungidos” tem algum valor para desfazer essas mazelas entre o povo? Graças a Deus que pelo nome de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, que é suficiente, todo poder do mal se desfaz sem necessitar de nenhum acessório.

Pr Martim Alves da Silva, líder da Assembléia de Deus em Mossoró (RN), vice-presidente da CEMADERN (Convenção Estadual de Ministros da Assembléia de Deus no Rio Grande do Norte) e membro do Conselho de Doutrina da CGADB.

Fonte: http://www.admossoro.com/artigos.php?id=82

0 comentários:

Postar um comentário